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Os Momentos com Ana

Os Momentos com Ana

15
Nov16

Feliz


Ana Paula

O que é ser feliz?

No outro dia disseram-me: Tu não és feliz!

Mas e o que é ser feliz? O que é a felicidade? Como é que se mede ou como se pesa? Como é que se sabe se somos felizes? Como se sabe qual a medida certa?

Quem nos ensina a ser feliz?
Ser feliz é subjetivo. Depende do nosso estado de espírito, da nossa maneira de ser e, de como se tolera determinada situação.
Mas, podemos ser felizes com o  quê?
Com pequenas coisas, tais como ler um livro; jantar com amigos; jantar com a família; dar um passeio à beira mar; saborear um gelado; beber um café numa esplanada ao sol; comer marisco ou outra coisa qualquer sem ter de o cozinhar; tirar uns dias de férias sem fazer nada; passear despreocupada, sem ter horários; ter muito dinheiro. Gastar bem esse dinheiro. Ajudar o próximo, entrar em programas de sensibilização e de ajuda para quem não a tem.

Serão estes pensamentos exequíveis na vertente da felicidade?
Ou ser feliz é pura e simplesmente existir, dar apoio e ser apoiada, ajudar e ser ajudada, sorrir e aceitar um sorriso, dar um abraço...

Ouvir,  aceitar, concordar, será isto felicidade ou será submissão?

Respeitar, corresponder, amar, comer, beber, conviver, partilhar, dar, entregar-se e pensar no próximo, Isto é Felicidade?!!!

Felicidade é: ver os pais, filhos, cônjuge, amigos, vizinhos sorrir; é amar e ser amado. 

Ser feliz é sentir-se bem, sorrir sem contenção e ser correspondido. 
É tão simples ser feliz, o ser humano tem de se mentalizar que a vida é feita de pequenas coisas, e que nós podemos usufruir delas sem sermos muito exigentes. Temos sempre que respeitar os outros e ser respeitados. Porque a vida é bela, e deve ser vivida calmamente e cheia de felicidade.


Já dizia o artista: "Façam o favor de ser felizes"
 


04
Nov16

Paio-Pires


Ana Paula


Mudanças, alterações, novidades, novos amigos, nova escola, novos colegas.
Habituada a mudanças, a novidades, à transformação, à adaptação, a novas vivências.

Atividades extra para ocupação dos poucos tempos livres: Associação Filarmónica (tocava Fliscorne); Atletismo; Danças; Coro de Igreja; Tocar guitarra; Bailes, Matinés; Feiras anuais, Carrinhos de choque; Churros; Quermesse, Rifas, Procissão de Sto. António.

Filmes: "Fernão Capelo Gaivota"; indianos.
Idas a Lisboa, todas as semanas para ver  filmes, almoçar e lanchar.
Transtejo - Barco; elétrico; Martim Moniz, Rossio, Terreiro de Paço, Rua Augusta, Elevador, Santa Apolónia, Chiado.

Nestes dias encontrava-me na Margem Certa!!!

Depressa fui crescendo, primeiro amor, primeiro desamor, emancipação, carta de condução, primeiro emprego de férias, primeiro contacto com a vida.

Paragem nos estudos a fim de optar por novas vidas, nova viragem, novas mudanças, nova viagem. 
Despedidas, desejos infundados, lágrimas, despedidas difíceis. Nova aventura, novos desejos, novas perspetivas, novos horizontes, novos objetivos, muitos desejos, muitas ambições, poucas certezas, nenhuma sabedoria.
Enfim ...

Rumo ao Sul.
Novamente Algarve.



04
Nov16

Margem Sul


Ana Paula


 Não tenho recordações da viagem.

Era bastante nova e fui separada dos meus amigos de infância.
Novo rumo, novos colegas, outras vivências, outras culturas, outras realidades.
Uma escola maior, mais turmas, mais alunos, outra realidade de convivências, outras experiências, novidades. Ciclo experimental.

Chuva, humidade, frio.

Para ajudar os pais no negócio deles ia com eles à Praça da Ribeira e à Praça de Almada (revenda). 
Levantar cedo, 3/4 h da manhã. Noite escura, cerrada, frio imenso. Cheiro a verduras, peixe, carne, fruta, flores.
Quando terminávamos as compras seguia-se o momento áureo da noite: ir comer ao café da Ribeira, chocolate quente e um queque ou torrada. estava tudo  muito quentinho, era uma sensação de bem-estar e de satisfação, tudo era esquecido até então.

Cheiros de café, chocolate, tabaco, torrada, enfim o Café da Ribeira de há 40 anos atrás.

Regresso ao estabelecimento de negócio, eram horas de ir para a escola. Autocarro até à Amora. por lá permanecia o dia quase todo e por vezes regressava a casa já de noite.

Em casa, sensação de conforto, carinho, mimos da minha cadelinha Pavone  que morreu com 12 anos na estrada mesmo ao pé de casa.
Aconchego dos pais e miminhos bons, deitar cedo para no outro dia voltar às compras nas praças de revenda. Não era obrigada a fazer nada disto, era apenas o meu sentido de ajuda para com aqueles que tanto me amavam e apoiavam. 

Volvidos 2 anos houve mudança de terra de negócio, de casa, de vida.  Paio-Pires


2016-11-04

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