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Os Momentos com Ana

Os Momentos com Ana

23
Fev17

Vidas e Vivências


Ana Paula


Silêncio, solidão, vida infeliz e amargurada.

Pessoas vagueando na rua sem se verem, sem seconhecerem, sem darem importância ao mundo que as rodeia. Esse mundo belo egrande, que ninguém o entende e dá valor.

Numa mesa de café alguém mergulha as suasmágoas num copo, meio cheio meio vazio. Esse alguém pode ser qualquer um de nósque tantas vezes passamos por fases difíceis na nossa vida. Também no trabalhoexistem pessoas tristes, apagadas e sem objetivos na vida, têm tantos colegas ásua volta e sentem-se tão sozinhos.

Mas existe sempre uma esperança, uma réstiade alegria que não pode morrer, e enquanto essa esperança permanecer nósestamos a viver de expectativas e ambições. Que por vezes se transformam emilusões que são inatingíveis. O ser humano tem a tendência a pensar cada vezmais alto, mais irreal, com o objetivo de que um dia essas ilusões, essasambições se possam vir a tornar reais e palpáveis. O que por vezes nãoacontece.

E quando tal não acontece, estamosamargurados, sozinhos e sem esperança. Refugiamo-nos na solidão que é a parteamarga da vida de todos nós. Refugiamo-nos nela para pudermos chegar mais alémnas nossas decisões, e assim encontrarmos uma saída, essa luz ao fundo dotúnel, tão procurada e quase nunca encontrada.



Sim, porque por vezes temos uma multidão aonosso redor e estamos tão sozinhos …

22
Fev17

Sanzala


Ana Paula




Ouve-secantar. Lá ao fundo naquela plantação de café.

Cançõestristes, canções alegres.

Cantam para trabalhar com mais ânimo, commais força, para o dia findar mais rapidamente e com ele a altura de ir paracasa ver a mulher e filhos.

Esses porém estão no auge das suas vidas sempuderem imaginar o que ela lhes preparou e para o que estão predestinados.

Vida ingrata e dura sem descanso nem alegria,mas cheia de ilusões e sensações grutescas e frustrantes, sem que delas possastirar o melhor partido dessa vida desconcertante.

Voltas para casa depois de um dia de trabalhoe sem remuneração suficiente para sustentares a tua família. A tua mulhertambém trabalha com o vosso filho mais novo às costas, sem condições e compoucas forças.

Sanzala. Nada existe de reconfortante, tudo étriste, frio e sem aconchego, não gostas de lá estar. Nutres a esperança de queum dia possas sair dessa vida, levares a tua família para um local mais acolhedore que tenhas possibilidade de lhes dares tudo do bom e do melhor.

E esse dia chegou, chegou o momento há muitoesperado, a Liberdade dos escravos.

Deixas-te de ser escravo, és um ser humanoigual a tantos outros, muito embora não te considerem como tal, pois como fostecriado num ambiente de escravidão, desconfias de tudo e todos e a tua vida nãotem sossego. 

Voltas à sanzala, arranjas um bocado da terrae cultivas para ti e para a tua família, essa terra é tua, e o produto é a consequênciado teu suor, quase não tens descanso, mas é o resultado de todo o teu amor. 

Um dia vão respeitar-te pelo homem que éspelo homem que te tornaste. Viverás junto da tua família, com a tua vivenda,com jardim para os teus filhos brincarem e quiçá netos também, estes nuncachegarão a saber o que é a escravatura e ainda bem que assim é.

Vive e vai cantando para teres ânimo e forçanesta tua vida.

21
Fev17

Sonhos


Ana Paula


Sonhos. Que se desvanecem com o raiar do dia.

Sonhos que por ser dia ainda permanecem,esses sonhos são ilusões que tu alimentas a cada hora que passa.

Vives sonhando, já que a tua vida só admiteisso.

Sonha! 
Sim, sonha sempre mesmo acordada,ninguém te pode proibir de ter esse prazer, de seres mulher sonhadora, depoderes imaginar tudo o que gostarias que viesse a acontecer, mas tu sabes que nenhumdesses sonhos se pode tornar realidade, pois imaginas o impossível.
O que sonhas? Que sonhos maravilhosos sãoesses? Podes dizer?

São sonhos amorosos, daqueles que tu conhecesum rapaz casualmente e ama-lo apaixonadamente e vivem sonhos em conjuntomaravilhosos.
Só que a realidade é outra, o teu amor deixa de ser correspondidoe tu mergulhas mais uma vez nesses sonhos irreais para esquecer as amarguras davida. Sim, porque a vida não te tem trazido nada de bom, nada nem ninguém. Por isso,sonhar é a tua única possibilidade de estar viva, a única possibilidade depoderes dizer que estás apaixonada, embora saibas que é tudo ficção, mas, tu gostasassim, tu amas o impossível. E é por esse impossível que a tua vida temfundamento.

Uma vida triste e só, que tu alimentas-te comtantas ilusões, sem nenhuma esperança de felicidade. Antes pelo contrário, comimensa sofreguidão, infortúnio e assim, sentes-te predestinada para a desgraça. Não tens ninguémcom quem partilhar as tuas angústias, tristezas, ninguém te ouve e nem tu ouves ninguém. Sentes-te desprezada, sem que ninguém te ame e te diga frases amorosasbonitas e sentidas, sem receberes uma carícia, sem teres uma voz amiga nas piores ocasiõesda tua vida.

Mas, sonha, algum dia essa amargura acabará. Atua vida será uma primavera linda e florida. Mais tarde encontrarás alguém  que te compreenda e te ame como tu és e comotu o amarás.
Contínua sonhando, esse dia chegará e com eleo teu príncipe encantado.

Não desesperes, pois a vida tem desses contratemposque nos põem à prova. 
Uns dias bons e outros menos bons. Mas contínua como atéaqui a sonhar e a não perder e esperança.


Porque o sonho comanda a vida…
20
Fev17

Histórias aleatórias II


Ana Paula


“Parte II

Encheste-te de coragem e entraste. 
Lá estavaele deitado na cama e algumas pessoas à sua volta a tirar fotos. Empurras-te todos e ficaste ao lado dele, está de olhos abertos, parece que te está a ver,não aguentas mais e choras em cima daquele que agora nada te vale e que tuamas-te, mas que hoje te deu uma notícia amarga e não tiveste coragem de lhedizer o que tanto gostavas e querias. O que ambos tinham combinado e acordado terem emcomum. Ambos ambicionavam uma criança cheia de vida para alegrar opior dos vossos dias. Sim, estavas grávida, não tiveste oportunidade de lhedizer e, agora como irás tu tratar de toda a situação. Um bebé cujo pai nãosoube da sua existência. Oh vida ingrata, Oh que escuro está agora o teucoração, está de luto pelo teu grande amor que morreu sem saber que iria serpai. Morreu sem saber que iriam ter uma vida a três, já programada, mas aindanão confirmada. Oh! Triste Vida.

Um agente policial entrega-te uma carta, temo teu nome no envelope. Começas a ler, é dele.
Desculpa amor de partir assim de repente,mas sempre te amei, amo-te e amare…”

Acaba assim uma carta deixada pelo seu amor,inacabada e quase impercetível, mas cheia de amor e de carinho que só soubeexpressar o que sentia com uma morte algo desastrosa.

Agora mulher é preciso ter coragem e seguir emfrente. Tu tens de conseguir. Tens uma criança dentro de ti, uma vida concebidacom muito amor. Sê forte.

Vai para casa deixando para trás a amargurade uma vida vivida a dois com bastante amor, até então … Deita-se e aguarda oraiar do dia. Imensos pensamentos chegam até ela, uns bons outros menos bons. Masisto tem de finalizar e amanhã vai começar a procurar emprego. Tem agora duasbocas para dar de comer, tem de batalhar para dar uma vida em segurança e minimamenteestável para o filho que vai nascer.

De manhã, bates a várias portas, mas não tedão emprego. Estás exausta e desiludida por nada conseguir. Estás prestes adesistir, mas lembras-te da vida que está dentro de ti, e de tanto carinho quejá sentes por ela. De repente num restaurante vês uma placa: “Precisa-se menina apresentável. Paga-se bem.”

Entras, perguntas se ainda precisam deempregada, gostaram da tua aparência e com o tempo aprendes o ofício naperfeição. Estás satisfeita, serves às mesas, conversas com a clientela, gostasdo que fazes.

Mas depois de algum tempo a tua barriguinhacresceu, já não dá para esconder mais. Descobrem que estás grávida e despedem-te.Novamente na rua e sem dinheiro para muito mais tempo. Pedes esmola pelas ruas,dormes tapada com cartões numa rua qualquer, és uma das muitas sem-abrigo dacidade. Pedes sopa para te aqueceres. Tens uma vida difícil de tragar, chorasem todos os cantos, mas ninguém te dá guarita, nem comida, nem emprego. Os mesesvão passando e o bebé finalmente nasce. É um belo rapaz com saúde e parecido aopai.

Recomeças-te a procurar emprego e nadaencontras, mas, essa situação não pode acontecer. Agora mais que nunca tens umacriança a teu cargo, tens de lhe dar de comer e todas as coisas que um bebé necessita.Tens de pensar nesse ser vivo, pequenino, que está sob a tua alçada e que nãotem culpa nenhuma da situação que se transformou.

E é então que decides, a muito custo, porcomida na mesa, e ter um abrigo para vocês os dois. Entregas-te a um e a outro,novo ou velho, sem amor, apenas por dinheiro, sujo ou limpo pouco importa, oque é preciso é que apresente as notas no início do serviço para puderessustentar o teu filho.

Esses homens não têm um mínimo deconsideração para com as mulheres e tu tens de lhe fazer as vontades, pois tensde sofrer muito para ambos sobreviverem.

A vida por vezes é cruel e injusta, mas tuconseguiste ultrapassar muitas dificuldades, muitas situações e muitos dissaborespara dar toda a educação ao menino que é tão cheio de vida e de traquinices.

Um dia mais tarde o teu filho vaiagradecer-te tudo o que sofres-te e vai ajudar-te. Ele compreenderá todos ossacrifícios passados, e ambos viveram em harmonia. Tem fé Mulher, que esse diachegará.

Ele vai compreender-te e perdoar-te.


O que será isto senão uma história aleatória...
17
Fev17

Histórias aleatórias


Ana Paula



Existem histórias que se repetem vezes semconta, esta é uma delas. Pode ser uma história igual a tantas outras, de inúmerasmulheres que lutaram pela sua própria sobrevivência.
É uma história relatada nos inícios do ano de1985, mas tão real, tão infelizmente real que não se consegue contrariar nemcontrolar.

Fim previsível,ou talvez não!

 “ParteI

Acordas hoje sem grandes projetos.

O telefone toca, marcam um encontro: “Vem tercomigo ao Café da Rua”.

Tu sais de casa e vais ter ao cafezinho combinado,sentas-te numa cadeira da mesa do canto, refugiada da multidão que àquela horafrequenta o dito café.

Pedes uma bica e esperas, e essa pessoa aindanão chegou. Mil ideias passam por essa cabecinha pensante: Será que vem? Será que está com outra? Será que lhe aconteceu algumacoisa? Será que está a gozar comigo? Será que já não gosta de mim?

Mas finalmente ele chega, vem com uma cara dequem não descansou bem, noites mal dormidas, situações mal resolvidas, enfim aspetoe causa ainda desconhecidos.

Diz olá, mas não te dá um beijo.

Começa a falar e nada diz. Perguntas a razãodeste encontro. Ele não consegue responder, olha para o infinito, parece ter umnó na garganta. De repente levanta-se e balbucia impercetivelmente: “Acabou-se”

Perguntas; “O quê? Acabou-se o quê? Diz queeu não entendo.”

- “Acabou a nossa relação!” - respondeu ele cabisbaixo.

- “Não, não pode ser, é mentira, estás abrincar, não estás?”

- “Não, é verdade, eu já não gosto de ti,foste uma relação bonita, mas acabou, chegou ao limite, vou sair da tua vida etu vê se me esqueces, se esqueces onde moro não te quero ver mais, acabou!!!

Permaneceste calada, sem palavras paracontestar aquele argumento sem nexo, ele saiu do café, foi-se embora parasempre. Não sabes o que fazer, não estavas nada à espera que alguém te dissessetal frase, tal palavra, ficas estática durante muito tempo.

Chegam ao pé de ti, ao pé da tua mesa, tensuma chamada no telefone do café. Chegas ao telefone como que telecomandada e lápermaneces até ouvir a voz de um amigo teu. Que te diz: “O teu amor morreu comuma overdose”. Recebeste novo choque.

- “Não pode ser, é demais, ainda há pouco eleestava aqui comigo, não pode ser” – dizes tu.

- “Não, ele saiu daí há cerca de 4 horas emorreu há uma hora”- respondeu o teu amigo.

Saíste apressada sem saber para onde ir atéque, sem teres essa noção estavas em frente à casa dele. Entras ou não entras.”
 
14
Fev17

Mudanças


Ana Paula


Mudança,  cansaço, vontade de tomar decisões diferentes e até difíceis.
A vida mostra-nos as escolhas todas que devemos fazer, dá-nos tudo o que devemos e queremos resolver.
A vida é feita de opções umas vezes mais fáceis outras mais difíceis de tomar.

O dia hoje acordou cinzento e molhado.
O nosso estado de alma também está vestido com esse espírito, um espírito feio e sem alma. Não gosto nada destes dias, falta o sol, e a sua grande luminosidade que nos levanta o ego e tudo o resto com uma grande alegria e com um grande sorriso.

Mas temos de dar a volta por cima e mostrar que vamos superar essas vicissitudes, esses estados de alma tão negativos e sem jeito de ser. Vamos pensar nas férias, no verão, na praia, nas piscinas e em tudo o que nos traz alegria e animo de viver e no tal sorriso que o sol nos transmite e contagia.

Esta é a nossa opção para nos sentirmos bem e com espírito saudável, optarmos por situações que nos tragam positivismo à nossa alma, ao nosso ser. Que nos façam sentir vivos, alegres, comunicativos, saudáveis e acima de tudo, que nos façam sentir úteis para alguém e para nós próprios.

Eu gosto de mudanças, de escolhas, de tomar um rumo diferente na minha vida.
Não me assusta o novo, o desconhecido, apenas me causa alguma incerteza, mas nada mais do que isso.
Por isso, temos de enfrentar a vida com um ânimo superior ao normal.
Vamos aceitar as mudanças e fazê-las mesmo, vamos mudar um pouco a nossa rotina. Vamos combater o tédio e alterar a nossa vida pacata.

O dia até está propício a isso, vamos ver o mar, vamos jantar fora, vamos conviver um pouco, vamos fazer a diferença. Hoje é o suposto dia dos namorados, Vamos namorar. Vamos nos unir e fazer a mudança.






10
Fev17

Concretização


Ana Paula

Efetivamente o tão esperado momento chegou!
Na terça feira pelas 9h da manhã, lá estava eu pronta para ser colocada à prova sobre os meus conhecimentos.

E eis senão quando cerca de uma hora depois já estava despachada e com uma avaliação de Excelente, por unanimidade. Que grande alegria, que grande regozijo, que maravilha ter conseguido superar as tão elevadas espetativas.
Estou satisfeita, melhor, estou maravilhada com as minhas capacidades.

Este mundo é composto por Audazes! Dos fracos não reza a história!!! (Já diziam os poetas)

O que sinto é um misto de: Alegria, superação, esperança, confiança, satisfação.
Descanso, novos objetivos, novos projetos, novas lutas.

Nunca se pode parar, a vida está em constante devir, em constante transformação, temos de nos adaptar a essas mudanças, a essas escolhas e superar os objetivos, para nos sentirmos felizes e em plena Concretização.

Que venham mais projetos!!!


03
Fev17

Sensação de dever cumprido


Ana Paula


Sensação de dever cumprido.
Prazos ultrapassados, vidas entre cruzadas.
Mais uma etapa concluída nesteprojeto que é a Vida.

A nossa vida é uma constanteagenda, sempre com o relógio a comandar. E este nunca para.
São necessárias marcações paratudo, há necessidade de andarmos sempre controlados e com as horas vigiadas.
Ao virar mais uma folha nocalendário fazemos promessas e criamos objetivos sem fim. Todos os anos façoexatamente isso; Promessas, se bem que algumas, se não a maior parte, não se concretizam.Muito embora se pense que vamos alterar essa postura, que este novo ano vai serdiferente, muitas situações que se nos aparecem tornam essa promessa infundada eque não pode ser concretizada. Contudo, o ser humano tem de colocar objetivos,tem de se por à prova, de se testar para ver até onde pode ser o seu limite.

Alguns dos meus objetivos de 2016chegaram a concretizar-se, mas outros houve que não consegui realizar. Este anocoloquei novos objetivos, novas etapas, novas ambições, sim, porque por vezespenso que são mais ambições do que objetivos. Mas também transpus de 2016 para 2017alguns que não se tinham efetivado, não por minha culpa, mas por culpa de terceiros.Para a semana está agendado o términus de um projeto profissional/escolar iniciadoem 2014, que será o colmatar de muitas horas sem dormir e sem estar com afamília, mas que no seu final valeu a pena tanto sofrimento.

E é isto, temos de fazerescolhas, temos de sofrer, de passar necessidades para um dia darmos valor aoque nos aparece e ao que conseguimos fazer e concretizar. Este ano desejei: fazerdieta novamente, fazer exercício físico, viajar, comprar uma casa, mas nadadisto ainda aconteceu e pior ainda não me predispus a que acontecesse.

Mas vamos ter esperança, pois aindafaltam muitos dias para 2017 terminar. E para já tenho que me focar na semanaque vem, para ter 
a Sensação de dever cumprido.

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