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Os Momentos com Ana

Os Momentos com Ana

17
Fev17

Histórias aleatórias


Ana Paula



Existem histórias que se repetem vezes semconta, esta é uma delas. Pode ser uma história igual a tantas outras, de inúmerasmulheres que lutaram pela sua própria sobrevivência.
É uma história relatada nos inícios do ano de1985, mas tão real, tão infelizmente real que não se consegue contrariar nemcontrolar.

Fim previsível,ou talvez não!

 “ParteI

Acordas hoje sem grandes projetos.

O telefone toca, marcam um encontro: “Vem tercomigo ao Café da Rua”.

Tu sais de casa e vais ter ao cafezinho combinado,sentas-te numa cadeira da mesa do canto, refugiada da multidão que àquela horafrequenta o dito café.

Pedes uma bica e esperas, e essa pessoa aindanão chegou. Mil ideias passam por essa cabecinha pensante: Será que vem? Será que está com outra? Será que lhe aconteceu algumacoisa? Será que está a gozar comigo? Será que já não gosta de mim?

Mas finalmente ele chega, vem com uma cara dequem não descansou bem, noites mal dormidas, situações mal resolvidas, enfim aspetoe causa ainda desconhecidos.

Diz olá, mas não te dá um beijo.

Começa a falar e nada diz. Perguntas a razãodeste encontro. Ele não consegue responder, olha para o infinito, parece ter umnó na garganta. De repente levanta-se e balbucia impercetivelmente: “Acabou-se”

Perguntas; “O quê? Acabou-se o quê? Diz queeu não entendo.”

- “Acabou a nossa relação!” - respondeu ele cabisbaixo.

- “Não, não pode ser, é mentira, estás abrincar, não estás?”

- “Não, é verdade, eu já não gosto de ti,foste uma relação bonita, mas acabou, chegou ao limite, vou sair da tua vida etu vê se me esqueces, se esqueces onde moro não te quero ver mais, acabou!!!

Permaneceste calada, sem palavras paracontestar aquele argumento sem nexo, ele saiu do café, foi-se embora parasempre. Não sabes o que fazer, não estavas nada à espera que alguém te dissessetal frase, tal palavra, ficas estática durante muito tempo.

Chegam ao pé de ti, ao pé da tua mesa, tensuma chamada no telefone do café. Chegas ao telefone como que telecomandada e lápermaneces até ouvir a voz de um amigo teu. Que te diz: “O teu amor morreu comuma overdose”. Recebeste novo choque.

- “Não pode ser, é demais, ainda há pouco eleestava aqui comigo, não pode ser” – dizes tu.

- “Não, ele saiu daí há cerca de 4 horas emorreu há uma hora”- respondeu o teu amigo.

Saíste apressada sem saber para onde ir atéque, sem teres essa noção estavas em frente à casa dele. Entras ou não entras.”
 

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